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Sem chiadeira, José Genoino e João Paulo Cunha são indicados para a Comissão de Constituição e Justiça

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jose_genoino_20Silêncio estranho – O Brasil está se transformando em um país de causas. Poucas causas, por que não usar “pouquíssimas”. Os protestos contra a eleição do pastor Marco Feliciano, deputado federal pelo PSC de São Paulo, para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara (CDH) ultrapassou as fronteiras do Congresso Nacional, ganhou o País e acabou na rede mundial de computadores. Afirmar que Feliciano é a pessoa certa no lugar certo é arriscado, assim como é arriscado afirmar que ele é a pessoa errada no lugar certo.

O que não se deve fazer é condenar por antecipação. Marco Feliciano é acusado de ser homofóbico, mas ser contra o homossexualismo não é crime, o que se configura quando ocorre a discriminação. Por mais polêmico que seja o assunto, o pastor foi eleito à sombra da lei e chegou à presidência da Comissão na esteira do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Em outras palavras, mesmo não agradando, sua eleição à presidência da CDH é legal.

No contraponto, os petistas José Genoino e João Paulo Cunha foram escolhidos para integrar a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ambos, Genoino e João Paulo, foram condenados à prisão pelo Supremo Tribunal Federal no processo do Mensalão do PT. Como as sentenças ainda não transitaram em julgado, os dois, assim como os outros condenados, são considerados inocentes. É o que estabelece a Constituição ao tratar da presunção de inocência, que garante que o cidadão só será considerado culpado com o trânsito em julgado da sentença criminal condenatória.

O máximo que se pode afirmar é que a indicação de Genoino e João Paulo para a CCJ é amoral. Em relação à eleição do pastor à presidência da CDH ela foi inconveniente. Mas nos dois casos os procedimentos cumpriram o que determina a lei vigente.

O Brasil não pode ser um país de causas, porque a maior de todas as nossas causas deveria ser o próprio Brasil. A sociedade organizada vive sob o manto do conjunto legal que a baliza, por isso cada um deve ser respeitado, independente de condicionamentos e exceções.

TelexFree é investigada por golpes disfarçados de investimentos

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telexfree2A suspeita de golpes financeiros disfarçados de investimentos é investigada na empresa Telexfree, com sede no Espírito Santo, pela Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça (MJ), pelo Ministério Público Estadual (MP-ES) e pela Polícia Civil. A firma vende um programa de computador que permite ligações locais, de DDD e DDI ilimitadas e, para tornar o serviço conhecido, oferece dinheiro para internautas criarem anúncios gratuitos na web. A Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa) informou que algumas pessoas chegaram a pagar R$ 3 mil para entrar no esquema e reclamaram por não ter o retorno prometido.

O MP-ES informou que recebeu o inquérito da Polícia Civil sobre a atuação da empresa no estado e encaminhou o parecer à Defa, na última sexta-feira (8).  A titular da Defa, Gracimeri Gaviorno, começou a ouvir alguns divulgadores e promotores da empresa. Segundo ela, há relatos de pessoas que pagaram de R$ 300 e até R$ 3 mil em planos de adesão. De acordo com o Ministério da Justiça, a empresa também é investigada pela Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), que apura crimes contra a economia popular e desrespeito às regras do Código de Defesa do Consumidor. A suspeita é da prática de modelo de negócios que se assemelha ao esquema de pirâmide financeira.

A delegada explicou que a promessa de dinheiro fácil enche os olhos das pessoas. “A história de uma mulher me chamou a atenção, pois ela adquiriu um plano, em torno de R$ 3 mil, e tinha 60 dias para chamar mais duas pessoas para integrar seu grupo de divulgadores. Ela acabou falhando, mas adquiriu o plano novamente, pelo mesmo valor, e adicionou a si mesma no grupo, conseguindo a quantia de U$ 100 em cima do próprio dinheiro. Está aí o ponto que me chamou a atenção, pois ela ficou muito contente com isso, apesar de não ter ganhado nada”, contou.

Reclamações

Na internet, também é comum encontrar reclamações sobre a Telexfree vindas de todo o país. O morador de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, Fabio de Sanctis, diz que tentou por várias vezes cancelar sua participação na empresa, sem sucesso. “Só consegui resolver através da pessoa que me colocou lá, e não pela empresa. Me senti enganado. Tinham me prometido uma coisa, mas funciona de maneira diferente. Me falaram que bastava US$ 290, que teria retorno, mas depois descobri que teria que colocar duas outras pessoas abaixo de mim e comprar outros pacotes”, contou.

O morador de Cuiabá, em Mato Grosso, Carlos Santos, também reclama que não consegue contato com a empresa. “O contrato deles comigo é antigo e agora querem jogar um novo contrato. Não quero isso, mas não consigo entrar em contato com eles. Não recebi nenhuma vez o contato deles”, disse. Fabio de Sanctis acredita que o problema está cada vez mais comum e que a situação deve piorar. “Acho que, sinceramente, uma hora isso vai estourar em algum lugar”, disse.

Suposto esquema
A delegada explicou que para o suposto esquema funcionar, há a apresentação de um produto, que nesse caso é o serviço de telefonia VoIP. “Esse produto, na verdade, é uma máscara. As pessoas dizem que aderem planos que dão direito a certo número de divulgações. As que já estão inseridas no esquema precisam convidar outras pessoas, que também vão investir dinheiro e isso vai sustentando que o convidou. Mas chega uma hora que não dá para incluir mais ninguém na base e a pirâmide rui, gerando muitos prejuízos. Só não tem prejuízo que está no topo, que já ganhou muito dinheiro”, explicou.

As primeiras informações sobre o suposto esquema surgiram no estado do Paraná e depois foram enviadas para o Espírito Santo, sede da empresa. De acordo com a delegada, há indicativos de que a Telexfree age em pelo menos seis estados, mas esse número ainda pode aumentar. “Ainda estamos no início das investigações. As pessoas envolvidas, que são responsáveis por esse esquema ilegal ou que sabem que se trata de algo proibido, podem se enquadrar nos casos de crime contra a economia popular e crime de induzimento à especulação”, disse.

Telexfree
O advogado da Telexfree, Horst Fuchs , disse  na manhã desta terça-feira (12), que toda a estrutura do sistema de bonificação da empresa é legal, pagam impostos e tributos corretamente. Disse ainda que a Telexfree está disponível para esclarecimentos à polícia. “As investigações são oportunas. A Telexfree é um dos assuntos mais comentados no Brasil e o resultado dessas investigações serão favoráveis. Estamos esperando uma ação declaratória de um juiz, que pode comprovar que nosso trabalho é totalmente legal. Não existe uma lei no Brasil que diga que o que fazemos é errado”, defendeu.

De acordo com o advogado, a Telexfree foi idealizada por um especialista em marketing, o capixaba Carlos Costa, e inaugurada em fevereiro de 2012, no Boulevard da Praia, em Vitória. Atualmente, a empresa tem aproximadamente 100 funcionários, tem sede oficial no Espírito Santo e está presente em 40 países, como EUA, México, Espanha, Portugal e Canadá.

Serviço
Fuchs  explicou que a empresa trabalha com o serviço de telefonia via internet, chamada VoIP (voz sobre IP). Para isso, recruta pessoas que publicam anúncios do produto em redes sociais e sites. “Uma pessoa qualquer compra pacotes com contas VoIP e revendem cada conta pelo dobro do preço. Quanto mais pacotes, mais linhas e, consequentemente, mais retorno financeiro. Por exemplo, o indivíduo compra um pacote com 10 contas por U$ 289 (dólares), ou seja, U$S 28,90 cada, e pode revender cada uma linha por até U$S 49,90. Obtendo assim, quase 100 % de lucro”, detalhou.

O advogado disse que as pessoas que entram nesse negócio são conhecidas como “divulgadores”. No mundo, existem mais de 600 divulgadores da empresa. Desses, 90% são brasileiros. Para ser um divulgador é necessário usar o CPF e pagar uma taxa de adesão de U$ 50 (em média R$ 100).

Ele diz que, em casos raros, o divulgador consegue vender muitas contas e consegue arrecadar até R$ 1 milhão em apenas um ano. “Para isso é preciso um grande desempenho e vocação para vender. Nossos grandes divulgadores não trabalham sozinhos, contratam uma equipe e se dedicam a vender as contas Voip. Já a maioria, trabalham sozinhas e conseguem uma renda mensal de R$ 4 a 8 mil”, disse.

Fonte: G1

Brasil pode ter o Blu-ray 3D mais caro do mundo

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Desde o lançamento da tecnologia Blu-ray, o Brasil se acostumou com os altos preços dos discos em alta definição. Com a popularização da mídia e de seus players no país, era de se esperar que os preços caíssem. Isso vem acontecendo aos poucos, mas a novidade do Blu-ray 3D parece não acompanhar a corrente, já que o tipo de mídia vendido no Brasil é um dos mais caros do mundo.

O site Blog do Jotacê, especializado em lançamentos e edições para colecionadores de DVDs e mídias de alta resolução, fez uma comparação entre alguns países, utilizando as mesmas edições de Blu-rays 3D. A diferença entre um filme 3D vendido no Brasil e no Canadá, por exemplo, pode chegar a quase R$ 100.

No site, foram verificadas edições dos filmes “Prometheus”, “The Avengers – Os Vingadores” e “Titanic 3D”. Todos os discos tiveram preços levantados em grandes lojas online, como Amazon, Submarino e Saraiva. É possível ver que o Blu-ray 3D de Titanic sai pelo valor de R$ 39,67 na Amazon dos Estados Unidos, enquanto, no Brasil, o mesmo filme é vendido pelo valor de R$ 119,90.

Os argumentos de que o imposto cobrado pelas mídias encarece o valor no Brasil e que a tiragem dos discos é menor no país não conseguem justificar um preço tão alto por aqui. Por isso, é importante pesquisar bastante na hora de comprar as novas mídias, antes que você acabe pagando muito por algo que poderia ser adquirido por bem menos.

Fonte  BJC e TecMundo

Gurgel: sem investigação do MP, ação do mensalão não teria existido

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mensalão

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta segunda-feira que foi graças ao trabalho do Ministério Público que as investigações sobre o mensalão resultaram na condenação de 25 envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público. A afirmação foi feita em defesa da manutenção do poder de investigação da instituição, sob ataque desde o julgamento.

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“Houve trabalho da Polícia Federal? Claro que houve. Agora, diria que a maior parte da investigação foi conduzida pelo Ministério Público. A polícia estava fazendo sua parte no trabalho, mas o Ministério Público teve melhores condições de levar adiante esse trabalho de uma forma que a instituição policial provavelmente não teria. Era uma investigação complexa, que envolvia o partido do governo”, defendeu Gurgel.

O Ministério Público vem se mobilizando contra um movimento que tem ganhado força dentro do Congresso Nacional e em parte dos governos federal e estaduais. Isso porque, em novembro do ano passado, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 37/2011) que prevê competência exclusiva das polícias federal e civis em investigações criminais. Pelo texto, o Ministério Público não poderá mais executar diligências e investigações próprias – apenas solicitar ações no curso do inquérito policial e supervisionar a atuação da polícia.

Antes da abertura de um seminário internacional que, ao longo da semana, vai discutir justamente o papel do MP em investigações criminais, Gurgel disse que não pode ser descartada a hipótese de a PEC ser uma retaliação ao trabalho realizado pelo Ministério Público durante o mensalão. O procurador acrescentou que a tentativa de limitar os poderes do MP só encontra semelhança em três países: Uganda, Quênia e Indonésia.

“Retirar o poder de investigação do Ministério Público é podar, é mutilar a instituição. Quem perde não é o MP, quem perde é a sociedade brasileira, já cansada da impunidade, que teria um golpe mortal na pretensão, a mais legítima de todas, de varrer a impunidade do País. É tão grave que também tenho ressaltado que há apenas três países que vedam a investigação ao MP. É um grupo extremamente fechado e que será lamentável caso o Brasil venha a se juntar”, criticou Gurgel.

Em material distribuído à imprensa, a Procuradoria-Geral da República destaca, além do mensalão petista, os casos do mensalão do DEM, o mensalão mineiro, entre outros estaduais, como o que levou à prisão o ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, acusado de chefiar um grupo de extermínio no Acre.

O mensalão do PT

Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.

No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.

Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.

O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A então presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson. Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e o irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas. A ação penal começou a ser julgada em 2 de agosto de 2012. A primeira decisão tomada pelos ministros foi anular o processo contra o ex-empresário argentino Carlos Alberto Quaglia, acusado de utilizar a corretora Natimar para lavar dinheiro do mensalão.

Durante três anos, o Supremo notificou os advogados errados de Quaglia e, por isso, o defensor público que representou o réu pediu a nulidade por cerceamento de defesa. Agora, ele vai responder na Justiça Federal de Santa Catarina, Estado onde mora. Assim, restaram 37 réus no processo.

No dia 17 de dezembro de 2012, após mais de quatro meses de trabalho, os ministros do STF encerraram o julgamento do mensalão. Dos 37 réus, 25 foram condenados, entre eles Marcos Valério (40 anos e 2 meses), José Dirceu (10 anos e 10 meses), José Genoino (6 anos e 11 meses) e Delúbio Soares (8 anos e 11 meses). A Suprema Corte ainda precisa publicar o acórdão do processo e julgar os recursos que devem ser impetrados pelas defesas dos réus. Só depois de transitado em julgado os condenados devem ser presos.

 

Terra 

“Comissão da Verdade” Anistia apos 35 anos da prisão dos militantes da ex-Convergência Socialista

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Um outro tema que será abordado na Comissão da Verdade é desenvolvimento da Operação Condor, onde governos do Cone Sul (Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina) agiram, juntamente com o governo dos Estados Unidos, para reprimir as organizações que lutavam contra a ditadura. Principalmente por que muitos militantes da Liga Internacional dos Trabalhadores, como seu fundador Nahuel Moreno, foi preso e exilado por causa desta repressão.

Além de tomarem o tema da repressão na época da ditadura, a Comissão da Verdade também aborda o tema dos processos que apresentaram junto à Comissão de Anistia solicitando a Anistia Política para seus militantes.

Em um julgamento histórico que emocionou todos os presentes no Memorial da Resistência, antigo prédio do Deops, o Estado reconheceu as perseguições infligidas durante a ditadura, concedendo anistia política e reparação financeira aos ex-metalúrgicos, entre eles três membros da então Convergência Socialista: Luiz Carlos Prates, o Mancha, Alexandre Fusco e Antônio Fernandes Neto.
Também receberam anistia os ex-operários Sebastião Neto, Jorge Luiz dos Santos, Iria Molina, Salvador Pires, Maria Arleide Alves e João Prado de Andrade.

 anistia

Resgate da luta operária contra a ditadura
O julgamento dos pedidos de anistia do MOMSP faz parte da 66ª Caravana da Comissão de Anistia, cujo objetivo
é promover o desfecho dos processos de anistia de forma itinerante e mais próxima de onde os fatos ocorreram. “Nosso dever é de não apenas conceder anistia, mas promover aqui um ato de memória e de resgate histórico”, afirmou Paulo Abrão logo no início dos trabalhos. Assim, o julgamento se tornou um ato de resgate da luta operária contra a ditadura, de denúncia às perseguições e à repressão do regime militar e também de homenagem aos mártires.
A filha de Santo Dias, operário assassinado pela ditadura em 1979, Luciana Dias, foi convidada e prestou uma homenagem seu pai e todos os resistentes que tombaram na luta contra o regime de exceção.

O ex-dirigente do MOMSP, Waldemar Rossi, relembrou a repressão da ditadura contra a classe operária. “Uma das primeiras ações da ditadura foi intervir nos sindicatos e reprimir a classe trabalhadora”, afirmou. Em um discurso emocionado, Rossi falou sobre
a impunidade dos assassinos e torturadores. “Mas acredito que o povo, através de suas organizações, vai conseguir colocar no banco dos reus os responsáveis por tantas injustiças”, disse, arrancando lágrimas dos presentes.

Ex-membros da Convergência são anistiados
Em um importante passo para o reconhecimento do papel cumprido pela Convergência Socialista na luta contra a ditadura, três membros da organização estiveram entre os anistiados daquela
tarde. O primeiro a receber a anistia oficial do Estado foi Antônio Fernandes Neto, conhecido simplesmente como Neto. De longa trajetória militante iniciada no final da década de 1970, Neto foi demitido em função de sua militância enquanto era supervisor de segurança do trabalho. Foi também preso diversas vezes, inclusive quando era estudante na Argentina nos anos 1970 e pela polícia paraguaia quando trabalhou na construção da hidrelétrica de Itaipu, já em 1987.
A Comissão de Anistia fez questão de ressaltar que a perseguição a Neto no decorrer desses longos anos foi fruto da Operação Condor, a repressão articulada entre os países do Cone Sul contra militantes políticos de esquerda. “Quando fui preso em Córdoba, os policiais olharam pra mim e disseram: não vamos fazer nada com esse não, esse nós vamos mandar para o Fleury”,
testemunhou o anistiado.

Luiz Carlos Prates, o Mancha, foi o segundo membro da ex-CS a ser anistiado. A Comissão da Anistia destacou a larga documentação do processo de Mancha que atesta os anos de perseguição e monitoramento realizado pelas forças de repressão, o que lhe valeu diversas demissões. Mancha integrou as fileiras da Liga Operária, organização que precederia a Convergência, ainda em 1976, participando ativamente do movimento estudantil do período. Em maio de 1977 foi preso enquanto fazia uma panfletagem pela libertação de presos políticos, sendo libertado somente após os estudantes cercarem a delegacia.

Foi preso novamente na fatídica invasão da PM à PUC, sendo levado à sede da Polícia Militar e,
posteriormente ao Deops, mesmo local onde era realizado o julgamento naquele dia.
Fugindo das perseguições, o dirigente foi obrigado a ir para o Rio de Janeiro. Em 1982 retornou a São Paulo para trabalhar na fábrica de bicicletas da Monark.

Na fábrica, continuou sua militância, foi preso novamente em 1983 e demitido após uma greve. Provando a articulação entre empresas e órgãos de repressão, a própria ficha de trabalho de Mancha foi parar no Deops.

O terceiro membro da ex-CS a receber a anistia foi Alexandre Fusco. Também militante de larga trajetória, Fusco começou sua vida política em 1978 e, nas fábricas, sofreu intensa perseguição , sendo preso várias vezes. Em 1984 foi obrigado a deixar o emprego na Fundação Educacional Lapa SA para não ser detido novamente. A Comissão de Anistia reconheceu que, longe de ter deixado o emprego por espontânea vontade, Fusco foi obrigado a sair do trabalho para não sofrer
mais repressão, fato comprovado pelo intenso monitoramento a que o militante foi submetido pelos órgãos de espionagem.

A anistia e a reparação financeira concedida aos ex-militantes do MOMSP é uma página fundamental do resgate histórico da luta operária contra a ditadura, e a importante participação dos militantes da ex-Convergência Socialista, um avanço no reconhecimento do papel que a organização cumpriu durante os anos de chumbo no Brasil.

Tráfico é debelado em Bezerros

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Em mais uma denúncia anônima trabalhada por policiais militares do 4º BPM destacados em Bezerros, foi possível chegar até um traficante na rua Joana D’arc, no bairro Salgado, na final da noite deste domingo (10).

Os PMs da Rocam Bezerros identificaram o local do comércio ilegal de drogas e prenderam o responsável, Tiago Garcia Mendonça, 23 anos, que mora no Alto Quixaba, em Bezerros, além de apreenderem com ele 20 pedras de crack e R$ 40 em espécie.O traficante foi autuado em flagrante na delegacia de plantão de Bezerros, em seguida foi encaminhado ao presídio local.

Fonte : 4º BPM em Foco

 

Missa de sétimo dia de Chorão será realizada nesta quarta (13), às 18h

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oto: Facebook Santos FC / Reprodução

A missa de sétimo dia do cantor Chorão será realizada nesta quarta-feira (13), às18h, em Santos, litoral de São Paulo, onde também aconteceram o velório e o sepultamento do artista.

Em comunicado divulgado no site oficial da banda Charlie Brow Jr., na qual Chorão atuava como vocalista, a família informa: “a família do inesquecível Alexandre Magno Abrão (Chorão) agradece o conforto recebido e convida parentes, amigos e pessoas de suas relações para a missa que fará celebrar em sua intenção na quarta-feira, 13 de março de 2013, às 18h, na Igreja Nossa Senhora do Carmo, localizada à Rua Egídio Martins, 182, Ponta da Praia, em Santos – SP”.

 Entenda o caso

Alexandre Magno Abrão, o Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr., foi encontrado morto em casa, no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, na última quarta-feira (6). Ele tinha 42 anos de idade. O motorista do cantor o encontrou desacordado e telefonou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A Polícia Militar recebeu um chamado para averiguação de morte natural na residência do cantor às 5h18. O corpo foi encontrado no local e será examinado pela perícia. Inicialmente, o caso seria investigado pelo 14° DP, mas seguirá com o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa). As causas da morte ainda são desconhecidas e o laudo sairá em 30 dias.

Fonte Terra

Inadimplência do consumidor avança 10,1% em fevereiro, diz Serasa

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inadimplente

A inadimplência do consumidor teve alta de 10,1% em fevereiro, na comparação com igual mês do ano anterior, mas recuou 3,4% em relação a janeiro. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, divulgado nesta terça-feira (12), a queda na comparação mensal foi a quarta consecutiva.

No primeiro bimestre deste ano, o índice avançou 11,5%, ante igual período de 2012.

Para os economistas da Serasa Experian, a permanência do desemprego em patamar historicamente baixo, a renda crescente, os juros mais baixos e a intensificação das renegociações de dívidas levaram a inadimplência do consumidor a registrar, em fevereiro, a quarta queda mensal consecutiva.

Na comparação anual, o resultado vem desacelerando porque, em fevereiro do ano passado, a inadimplência estava numa trajetória de crescimento. O mesmo acontece na variação do 1º bimestre deste ano, que apresentou a menor alta desde o mesmo período acumulado de 2010.

De acordo com a pesquisa, todas as modalidades da inadimplência apresentaram queda em fevereiro, na comparação com janeiro. As dívidas com os bancos tiveram variação negativa de 2,8%. As dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água, etc.) registraram variação negativa de 1,2%.

Houve recuo de 23,1% no número de títulos protestados e de 16,2% no de cheques sem fundos.

Valores
O valor médio da inadimplência não bancária apresentou queda de 19,3% no primeiro bimestre de 2013, na comparação com igual período do ano anterior. Já os cheques sem fundos, os títulos protestados e as dívidas com os bancos tiveram alta de 11,9%, 1,3% e 2,6%, respectivamente, na mesma base de comparação.

Fonte g1

Google deverá remover textos e vídeos que ofendam deputados

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Uma decisão liminar da Justiça comum de Brasília determinou que o Google retire do ar vídeos e textos de blogs hospedados no portal com informações consideradas ofensivas a deputados. A primeira decisão beneficia o deputado Antonhy Garotinho (PR-RJ), líder da bancada na Câmara, que teve 11 vídeos divulgados pelo Google e que agora devem ser retirados do ar. Os deputados Dudu da Fonte (PP-PE ), José Carlos Araújo (PP-BA) também ganharam liminar na Justiça e os blogs com ofensas aos dois serão retirados do ar. O processo na Justiça foi impetrado pelo procurador da Câmara, Cláudio Cajado ( DEM-BA).

Fonte Epoca

Em Bezerros, idosos participam de programa com atividades físicas

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photoO sedentarismo dos idosos em Bezerros é coisa do passado. A Prefeitura através da secretaria de Educação está com as inscrições abertas para o programa Vida Ativa. O Objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas com mais de 60 anos realizando atividades físicas, palestras, ginásticas, dança e orientações médicas.

Até o momento mais de 100 idosos fizeram a inscrição, mas segundo a coordenadoria do projeto, esse número será bem maior. “Estamos esperando cerca de 200 pessoas participando”, disse Josivan Silva. As atividades vão acontecer inicialmente na Praça São Sebastião em dois horários, das seis às oito da manhã e na parte da tarde das 14h às 18.

Para a realização do projeto a secretaria de Educação também conta com o apoio da Paróquia de São Sebastião. No salão anexo da igreja devem acontecer as palestras e consultas com médicos nutricionistas. O programa Vida Ativa tem início nesta segunda feira e as inscrições ainda podem ser feitas no prédio da secretaria de Educação. Procurar Josivan Silva ou entrar com contato através do 3728 6715

Assessoria de Imprensa

Prefeitura de Bezerros

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